Por Que Línguas Estrangeiras na Graduação e Pós-Graduação?

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  1. Antes de mais nada, o que é o GTS?
  2. Por que os alunos de pós-graduação devem ter conhecimento de línguas estrangeiras?
  3. Relação entre o nível de escolaridade e os salários disponíveis no mercado de trabalho.
  4. Artigos em português sobre a importância das línguas estrangeiras na pós-graduação [Articles in Portuguese about the importance of foreign languages in graduate school].
  5. Artigos em inglês sobre a importância das línguas estrangeiras na pós-graduação [Articles in English about the importance of foreign languages in graduate school].
  6. Artigos em português e inglês sobre a hegemonia da língua inglesa na Europa e no mundo [Articles in Portuguese and English about the hegemony of the English language in Europe and throughout the world].

    Antes de mais nada, o que é o GTS?

    Por que os alunos de pós-graduação devem ter conhecimento de línguas estrangeiras?

A crescente globalização da economia mundial e as privatizações, aproximações comerciais e sinergias institucionais que nos últimos anos têm ocorrido nas Américas, na Europa e na Ásia são um alerta para que os profissionais brasileiros de todas as áreas procurem adquirir o mais rápido possível a capacidade de comunicação em diferentes idiomas. No caso específico do Brasil, com o advento do Mercosul, da ALCA e com a nossa crescente aproximação com relação aos mercados norte-americano, europeu e asiático, ter conhecimento de uma língua estrangeira deixou de ser um luxo intelectual para se tornar praticamente uma emergência.

Todos os indicadores atuais nos levam a crer que o inglês continuará ocupando o lugar privilegiado que conquistou já há algum tempo como principal idioma internacional de comunicação. Salvo alguma mudança radical na atual ordem mundial, essa lingua franca continuará sendo a ferramenta de comunicação internacional preferida nas áreas de comércio, economia e negócios. Na Alemanha, por exemplo, os dirigentes de grandes empresas tais como a Siemens, Hoechst e Deutsche Telekom (visite estes links para obter mais informações sobre a hegemonia da língua inglesa na Europa e no mundo), as quais têm uma atuação internacional bastante acentuada, fizeram recentemente algo revolucionário. Determinaram que seria melhor para suas respectivas companhias se todos – tanto os executivos como os funcionários subalternos – usassem o inglês para se comunicarem entre si. Por isso, decidiram que no futuro vão adotar essa língua não somente para todas as comunicações internas e externas da companhia mas também nas reuniões dos seus executivos, mesmo quando haja apenas alemães presentes! Essa atitude inusitada por parte dos líderes empresariais alemães reflete um extraordinário grau de sentido prático, esclarecimento e compreensão das forças que estão moldando o nosso futuro, pois dá as devidas condições aos funcionários dessas empresas de competirem com o resto do mundo de igual para igual.

No caso do aluno de pós-graduação em universidade brasileira, o conhecimento de uma língua estrangeira, principalmente o inglês, longe de ser uma opção, é hoje uma necessidade tão básica e tão premente como as disciplinas fundamentais do seu próprio curso. Quem não tiver pelo menos um comando instrumental desse idioma corre o risco de se auto-excluir do conhecimento proporcionado pela literatura essencial para cursar devidamente e concluir com êxito o seu programa de pós-graduação. Uma porcentagem bastante grande de livros e artigos científicos impressos hoje no mundo são publicados em inglês, muitos deles produzidos e veiculados em países que não têm o inglês como língua nacional, como a França e a Alemanha.

A posição ocupada pela língua inglesa como principal idioma internacional de comunicação e ferramenta lingüística indispensável para qualquer cientista ou estudioso brasileiro que queira fazer um curso de pós-graduação é também reconhecida pela pesquisadora Andrea Monzón e sua orientadora Sandra Aluísio. No seu artigo “Construção de banco de questões para exames de proficiência em inglês para programas de pós-graduação”, Monzón argumenta que:

Como o inglês é a língua franca da ciência e da comunidade acadêmica, a proficiência em tal idioma se faz necessária a quem está neste meio inserido, principalmente no que diz respeito à compreensão de leitura. Muitos exames de proficiência que avaliam tal habilidade de candidatos ou alunos de pós-graduação, entretanto, requerem que os avaliandos apenas traduzam um texto. No ICMC (Instituto de Computação e Matemática Computacional) da USP de São Carlos, desde 2001, já ocorre um EPI (Exame de Proficiência em Inglês) que avalia o conhecimento dos mestrandos acerca do gênero artigo científico (Swales, 1990; Wessberg & Burker, 1990).

A habilidade de ler e compreender livros e artigos escritos em inglês se tornou há muito tempo um requisito fundamental e inescapável para qualquer estudante de pós-graduação em universidade brasileira. A extensa globalização e internacionalização dos últimos quarenta anos, pela qual o mundo tem passado e continua passando, não se deu apenas em setores de relevância econômica como a indústria ou o comércio. Deu-se, também, na academia e naquelas áreas que servem de arcabouço para esse setor da sociedade: o ensino, a pesquisa e a disseminação de informação, esta última especialmente impulsionada pelo advento da Intenet. Essa globalização e internacionalização se fez notar principalmente naquelas atividades acadêmicas relacionadas com a investigação e a produção de novo conhecimento científico, permitindo que professores, cientistas e pesquisadores de universidades espalhadas pelo mundo inteiro pudessem se comunicar entre si. Essa comunicação, via de regra, é feita em inglês. Portanto, hoje é praticamente impossível que um aluno de pós-graduação no Brasil possa concluir o seu programa com êxito e devidamente bem informado sem ter tido acesso a livros e principalmente a artigos científicos em língua inglesa que discutem e documentam os desenvolvimentos mais recentes e relevantes de sua área acadêmica ou profissional.

Assim, há um reconhecimento inequívoco e bastante pragmático por parte de muitos setores da sociedade do importante papel que as línguas estrangeiras estão desempenhando atualmente no mundo, praticamente em todas as áreas de atividade acadêmica e profissional. Deparados com essa realidade, muitos programas de pós-graduação de universidades brasileiras, através dos seus coordenadores e colegiados, muito acertadamente têm adotado de maneira crescente e consistente uma postura globalizante e internacionalista. Atualmente a maioria desses programas exigem a proficiência instrumental em língua estrangeira para todos os alunos incritos nos seus respectivos programas de pós-graduação (mestrado e doutorado). Esses programas tomaram essa postura com o intuito de aferir, por um lado, o nível de conhecimento em línguas estrangeiras dos seus alunos-candidatos. Por outro lado, esses programas almejam, também, detectar e diagnosticar possíveis áreas de deficiência lingüística dos seus alunos, já visualizando a possibilidade de capacitação especializada no futuro, com o objetivo de melhor adequar os seus graduandos às expectativas e exigências do mercado de trabalho tanto nacional como estrangeiro.

    Relação entre o nível de escolaridade e os salários disponíveis no mercado de trabalho

    O Retorno da Educação no Mercado de Trabalho” – Matérias de jornais e websites sobre a pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a relação entre o nível de escolaridade e os salários disponíveis no mercado de trabalho, divulgada em novembro de 2005 (visite esta página para ler a pesquisa da FGV na íntegra).

  1. Pós-graduação gera salários mais gordos” – Publicado no Diário de Pernambuco de domingo, 20 de novembro de 2005.
  2. Aplicação nos estudos: segundo resultado de pesquisa da FGV quem estudou mais recebe salários mais altos” – Website.
  3. Quanto mais estudo, mais empregos e melhores salários, diz FGV” – Website.
  4. Médico lidera ranking de melhores salários em São Paulo” – Website.
  5. Médico e administrador são profissões mais bem pagas” – Website.
  6. Medicina é profissão mais bem paga, diz FGV” – Website.
  7. Estudo da FGV aponta que ensino superior cresceu 27% entre 2001 e 2003” – Website.
  8. FGV mapeia carreiras e retorno econômico” – Website.
  9. Salários médios de profissionais de diferentes carreiras podem ser conferidos em simulador” – Website.

    Artigos em português sobre a importância das línguas estrangeiras na pós-graduação

  1. Quer ser cientista? Então aprenda inglês!
  2. Inglês para médicos: Por que a língua é importante para a profissão
  3. Perceções dos alunos face à aprendizagem da Língua Inglesa: Um estudo de caso no I.E.F.P. de Castelo Branco
  4. Políticas nacionais sobre o ensino de língua inglesa no Brasil: O que dizem os documentos sobre a sua inserção nos currículos escolares
  5. A aprendizagem de inglês na formação do profissional em análise e desenvolvimento de sistemas
  6. A importância do inglês para as tecnologias da informação
  7. A relação entre línguas estrangeiras e o processo de internacionalização: Evidências da coordenação de letramento internacional de uma universidade federal
  8. Ensino da língua inglesa nos cursos de engenharia do UNIPAM: Inclusão extracurricular do curso de inglês, nível de conhecimento dos estudantes e expectativa do mercado de trabalho
  9. O ensino da língua inglesa e sua importância para o desenvolvimento do aplicativo e-transplante
  10. Crenças sobre o ensino-aprendizagem de inglês na formação técnico-profissionalizante em guia de turismo
  11. O Inglês nos Recursos Humanos da Universidade de Aveiro: Contributos
  12. A relação entre domínio da língua inglesa e empregabilidade no imaginário brasileiro em tempos de mundialização do capital (globalização)
  13. Ensinar e aprender língua inglesa na escola
  14. A importância do ensino da língua inglesa no ensino fundamental
  15. Repensando o ensino-aprendizado de línguas estrangeiras: por que e para quê meu aluno precisa aprender outro idioma?

    Artigos em inglês sobre a importância das línguas estrangeiras na pós-graduação

  1. Language Study in the Age of Globalization: The College-Level Experience
  2. Why Learn Another Language? Kowing Other Languages Brings Opportunities
  3. Why learn a foreign language?
  4. Why Learn Another Language?
  5. ABC's for Studying a Foreign Language
  6. Standards for Foreign Language Learning: Preparing for the 21st Century
  7. Why Learn Another Language?
  8. Why Study Another Language?
  9. Why Foreign Language Education Matters
  10. Why learn languages? 10 good reasons why you should be learning a foreign language
  11. What's the importance of learning a foreign language?
  12. How Foreign Language Study Can Enhance Career Possibilities
  13. Education For Global Leadership: The Importance of International Studies and Foreign Language Education for U.S. Economic and National Security

    Artigos em português e inglês sobre a hegemonia da língua inglesa na Europa e no mundo

  1. O império contra-ataca: a ascenção da língua inglesa a partir da Segunda Guerra Mundial
  2. Inglês: a língua franca a serviço da globalização
  3. German Heritage, Americanized Future: Siemens Seeks Opportunities And Skills in the New World
  4. English in the European Union
  5. Business Languages in Multi-Lingual Switzerland
  6. French toast the English language
  7. English Invading Finnish and Swedish Companies – Domain Loss or Domain Sharing?
  8. The Nordic Model Undressed
  9. Key Aspects of the Use of English in Europe